segunda-feira, 29 de maio de 2017

Uma fenda no mundo - 1965




Por Jason

Uma fenda no mundo é mais uma ficção que mistura drama com filme catástrofe dos anos 60. Na trama, um renomado cientista, Dr Stephen Sorenson (Dana Andrews) está com câncer terminal e apesar dos conselhos de um brilhante colega mais novo, quer marcar seu nome na história com um projeto ambicioso. Ele quer explodir um míssil nuclear no centro da terra e liberar o magma para transformá-lo em uma energia ilimitada. O calor ilimitado do centro do planeta poderá transformar todos os continentes e a vida das pessoas oferecendo energia pura e infindável. 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Concept Art - Alien Covenant




O artista Carlos Huante divulgou as artes conceituais feitas para dois roteiros de Alien Covenant. Parte desses conceitos foi descartada e incluía uma abominação, que servia às ordens de David. Confira abaixo:


terça-feira, 23 de maio de 2017

I want your love - 2012





Por Jason


Na procura por filmes de diversos gêneros e produções desconhecidas do grande público, acabamos nos deparando com este filme. Na época de lançamento nos festivais, I want your love foi banido na Austrália, que considerou o conteúdo de cenas do filme ofensivo - mais precisamente, cenas de sexo explícito gay. O ator James Franco saiu em defesa do diretor, afirmando se tratar que a decisão era embaraçosa. Franco deve ter gostado do filme, não a toa viria a trabalhar com o diretor desta produção em outro projeto, Interior Leather Bar, obra que reinventa os 40 minutos das cenas de sexo gay sadomasoquista que, supostamente, foram cortadas do filme cult de 1980, "Parceiros da Noite".

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Trailers




Trailers de bombas de lixo pra todos os gostos!!! APERTA O PLAY E SOFRAM COMIGO!

Esse podia vir pro braseo se chamano O DESPACHO ou A MACUMBA!


Kill Taylor Swift!!! LOL Acho engraçado que eles coloca assim DAN STEVENS e eu fico com aquela cara de... WHOOO?


Título no braseo, Piranha Kombat - as piriguetes boas de briga!


O filho de O labirinto do fauno


E esse filme do nosso maravilhuoso Kellan Cu?



WESLEY SNIPES nosso ICONE DA PODREIRA!!!


domingo, 21 de maio de 2017

Você e eu - 2014





Por Jason

A máquina de outro mundo - (My Science Project) - 1985





Por Jason

Com a chegada do fim do prazo para entregar o trabalho de ciências na escola, um estudante invade uma instalação militar desativada e encontra um estranho dispositivo em forma de bola feito de cristal. Acidentalmente, ele liga o aparelho, que havia sido retirado de um UFO acidentado e, é transportado junto com sua turma para o passado pois o equipamento é um transportador temporal.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Top 10 - Atores que arruinaram suas carreiras no cinema com um papel




O cinema tem alguns casos interessantes de atores - e principalmente de atrizes - que entram em roubadas e saem ilesos, como é o que caso de profissionais carimbadas tal qual Charlize Theron, que é capaz de transitar entre filmes mais sérios (como MonsterTerra Fria), grandes produções (Prometheus, Mad Max) e filmes bagaceiras (Velozes e Furiosos) e ainda assim manter uma carreira integra. Não é fácil ver uma atriz como Kate Winslet aparecer em lixos como Divergente e no mesmo ano ser indicada ao Oscar por um personagem a qual ela deveria ganhar em Steve Jobs; ou Julianne Moore, que foi para o Oscar em performances maravilhosas num mesmo ano por As horas e Longe do Paraíso, e num ano foi parar em Jogos Vorazes, a bagaceiras trash O sétimo filho e o drama que lhe deu o Oscar, Para sempre Alice. Isso só para citar algumas. Mas há aqueles casos em que um papel em um filme errado destrói uma carreira, principalmente em se tratando de gente sem talento e de atores em começo no ofício. Qualquer movimento em falso e vai tudo por água abaixo. Vejamos casos de alguns:




Elizabeth Berkley em Showgirls (1995)


De 1989 a 1993, Elizabeth Berkley foi a inteligente, mas meio neurótica Jessie Spano em 75 episódios de Saved By The Bell. Mas quando a NBC cancelou a série, Berkley (então com 23) procurou papéis maduros e encontrou um em Showgirls - o único filme com classificação NC-17 já largamente lançado nos cinemas. Berkley ganhou seu papel sobre uma jovem Charlize Theron, todas ambicionando se transformarem uma nova Sharon Stone, mas Showgirls incitou críticas brutais. Berkley levou para casa o Framboesa de ouro de "Pior atriz" e "Pior Nova Estrela" com o filme de 13 indicações e sete "vitórias", incluindo Pior filme e, eventualmente, o pior filme da Década. O diretor Paul Verhoeven disse que Hollywood injustamente "virou as costas" para Berkley, que rapidamente caiu de produções de grande orçamento para filmes do canal Lifetime. Embora ela esporadicamente tenha aparecido em pequenas partes de CSI: Miami , Law & Order: Criminal Intent e The L Word.



Adam Sandler em Cada um tem a Gêmea que Merece (2011)


Adam Sandler nunca foi realmente um querido da crítica, mas ele tinha muitos fãs que regularmente iam aos cinemas para assistir as suas travessuras loucas por um longo, longo tempo ... até Cada um tem a Gêmea que Merece. Sandler estava montado em uma onda de seguidores que estavam dispostos a enfrentar os cinemas e locadoras e o filme , no entanto, pareceu ser a última gota para o público : é um de seus projetos mais odiados de todos os tempos - ganhou uma prateleira cheia de Framboesas de ouro - e desviou o público de seus filmes subsequentes. Mesmo Pixels, que era esperado atingir a mesma audiência que amou filmes com referências a jogos de vídeo game, como Detona Ralph e Uma aventura Lego, naufragou.




Halle Berry em Mulher gato (2004)

Depois de sua performance ganhadora de um Oscar em 2001 por A última ceia (e a famosa aceitação de um bônus de US$ 500.000 apenas para mostrar seus seios em A senha - Swordfish ), Halle Berry poderia ter tido qualquer papel que ela quisesse. Infelizmente, ela queria atuar como Mulher gato. O Spinoff de 2004 de Batman quase varreu o Framboesa de ouro e Berry tomou a maior parte das consequências retornando a um papel decrescente como a Tempestade na série de filmes X-Men e filmes pequenos, desaparecendo de papéis principais.





Mike Myers em O Guru do Amor (2008)

Se você ignorar todos os filmes de Wayne's World, Austin Powers e Shrek, o currículo completo de Mike Myers pós- Saturday Night Live não era tão ruim. Após o terceiro Austin Powers e uma pausa de cinco anos de filmes, Myers ressurgiu em 2008 com a comédia universalmente odiada O guru do amor, que o crítico Roger Ebert chamou de " experiência triste". Myers levou para casa um Framboesa de ouro e além de um cameo em uma cena (anteriormente filmada) em 2009 para Bastardos Inglórios, ele foi banido dos papeis principais. O filme ainda tem outra flopada, Jessica Alba, e Justin Timberlake, incorporando a vontade de ser ator.




Alicia Silverstone em Batman & Robin (1997)

Todo mundo dentro de um raio de seis milhas de Gotham sentiu que a carreira dos atores de Batman & Robin no epicamente terrível filme de Joel Schumacher , ia para o brejo. Se a carreira de Chris O'Donnell foi para a lama e a de Clooney quase vai para o inferno, a antiga queridinha Patricinha de B. Hills Alicia Silverstone passou de "luxo" para "lixo" mais rápido do que todo mundo. Sua vitória como Batgirl para o filme de Batman, com George Clooney, ajudou a estragar a estreia de Excesso de bagagem (uma comédia de crime mal recebida que deveria ser seu grande veículo para o estrelato) e prontamente mandou a carreira de Silverstone para o limbo.




Neve Campbell em Garotas Selvagens (1998)

Neve Campbell era inescapável no final dos anos 90. Estrelinha da série vencedora do globo de ouro,  O quinteto , ela quase provocou o revival de terror dos anos 90 com Pânico e Panico 2, ganhando duas vitórias consecutivas em Melhor Performance Feminina no MTV Movie Awards, na capa de Rolling Stone , e um show do Saturday Night Live ao lado do convidado musical David Bowie. Mas Campbell derramou sua boa imagem de garota (e a maioria de suas roupas) para o thriller erótico embaraçoso Garotas Selvagens e embora as críticas tenham se dividido, ela nunca se recuperou completamente. Campbell se agarrou à franquia Pânico por mais duas sequências, em 2000 e 2011, até ressurgir em 2016 para participação em House of Cards.





Taylor Lautner em Sem saída (2011)

Graças aos leais fãs de Jacob da saga Crepúsculo, Taylor Lautner já foi considerado uma estrela em ascensão, e seu nome foi anexado a uma série de blockbuster - incluindo um projeto com o diretor Michael Bay, a tão esperada adaptação de Incarceron. Ao contrário de Kristen Stewart e Robert Pattinson, que sofreram seus próprios erros críticos e de bilheteria depois que a série de romance sobrenatural terminou, Lautner não foi tão facilmente perdoado por seu primeiro flop de alto nível. Na esperança de faturar em cima de sua popularidade como o lobisomem da franquia, a Lionsgate colocou rapidamente Lautner no filme Sem saída, mas o filme era uma piada e certamente não justificava o preço do ator nem o entusiasmo da audiência também. O filme foi uma decepção e desde então Lautner tem lutado para manter seu nome em alta, vivendo das porcarias de Adam Sandler, que o lançou em pequenos papéis em Grown Ups 2 e The Ridiculous 6 .





Jennifer Lopez em Contato de risco (2003)

Muitas pessoas apontam para Contato de Risco como o ponto mais baixo na carreira de Ben Affleck, mas tem sido ainda mais prejudicial para a outra metade do ex casal Bennifer, Jennifer Lopez. Graças ao seu papel em Selena e sucessos sucessivos com Anaconda , Irresistível Paixão e Formiguinhaz, Lopez ganhou o status de atriz principal em comédias românticas (como O casamento dos meus sonhos e Encontro de amor ), bem como atriz mais séria (A cela e Olhar de anjo) antes de Contato de Risco aparecer. Depois disso, ela teve mais alguns poucos destaques, mas a trajetória em que estivera antes foi diminuída significativamente. Ela não parou de trabalhar de qualquer jeito - ela emprestou sua voz para as animações de a Era do Gelo, sua carreira musical oscila aqui e ali - mas terminou em um filme podre, The Boy Next Door - e sua carreira de atriz se esfriou substancialmente em uma série de televisão.




Chris Klein em Rollerball (2002)

Em 1999, Chris Klein encontrou tanto o elogio da crítica (por interpretar um atleta sensível em Eleição) quanto a bilheteria (por interpretar um atleta sensível na comédia American Pie ), e depois desfrutou de uma corrida de dois anos repleta de dramas adolescentes românticos ( Here on Earth ) , sucessos blockbuster ( American Pie 2 ) e prêmios (nomeado "Superstar Masculino de Amanhã" no Young Hollywood Awards). Mas então Klein amarrou os cotovelos ao lado de LL Cool J para a repaginada de Rollerball uma das bombas flopadas mais caras de todo o sempre, e o telefone parou de tocar. Além do filme com Mel Gibson Fomos heróis (lançado menos de um mês após Rollerball) , Klein apareceu em apenas um filme durante os dois anos seguintes. Seu potencial de ator principal tinha tudo para eclodir, mas evaporou no momento em que sua  horrível audição para o filme Mamma Mia surgiu.





Lindsay Lohan em Eu sei quem me matou (2007)


Poderíamos preencher um artigo inteiro com uma porrada de outras razões pelas quais a carreira de Lindsay Lohan tem sido tão lixo nos últimos anos, mas você tem que apontar para seu flop de 2007, Eu sei quem me matou como um ponto de virada bastante óbvio. Antes desse filme, Lohan era uma verdadeira estrela de Hollywood, chegando mesmo a compartilhar a tela com Meryl Streep e Jane Fonda. Ela se tornou uma verdadeira sensação de adolescente graças a uma série de filmes destinado a esse público (Meninas Malvadas, Sexta Feira Muito Louca, Herbie), e sua popularidade pessoal a colocou na capa de inúmeras revistas, para melhor e para pior. Até que ela liderou este thriller de mistério criticamente demolido, e seu fracasso em atrair uma audiência provou que aqueles que conheciam seu nome estavam mais interessados ​​em testemunhar seus comportamentos mais dignos de tablóides do que sua presença na tela. Ela passou a aparecer em Machete e o drama feito para a TV. Liz & Dick , que chamou a atenção, mas nos anos desde 2007, suas aparições na tela grande foram reduzidas a quase nada.


Adaptado de Looper

sábado, 6 de maio de 2017

Espectro - 1977







Por Jason

O Dr. Hamilton atende a chamada do velho amigo e criminologista William Sebastian, que abandonou o trabalho para as investigações do oculto. Eles vão para a Inglaterra solicitados por uma mulher que acredita que seu irmão está possuído pelo Diabo. Entre as investigações eles irão se defrontar com uma trama diabólica e um culto ao demônio Asmodeus.

O monstro no armário - 2016






Por Jason

sábado, 29 de abril de 2017

Lapso de tempo - 2014





Por Jason

Três amigos descobrem uma misteriosa máquina na casa de um vizinho cientista que desapareceu. Dentro da casa há fotos da sala da casa do amigos, como se eles estivessem sendo observados, já que a câmera estava apontada para a casa deles. Eles descobrem que a máquina tira fotos de 24 horas para o futuro - tudo que acontecerá, a máquina já mostra em fotografia. 

The void - 2016




Por Jason

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A guerra dos donos do amanhã - 1990




Por Jason

Em 1992 houve 543.767 violentos incidentes em escolas norte americanas.Em algumas cidades as áreas próximas as escolas estavam sendo dominadas por gangues.Em 1997 o numero de incidentes triplicou, e vários setores da cidade já eram dominados pelas gangues.Agora o ano é 1999 e as áreas controladas por gangues se chamam zona de tiro livre,onde a policia não entra. O departamento de Defesa Educacional foi criado para reabrir as escolas e controlar as gangues. A escola Kennedy está localizada no meio da zona de tiro livre e vai ser a primeira a fazer uso do novo sistema educacional,chamado Megatech, que é nada mais nada menos que colocar androides treinados para ação militares como professores.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Vítimas do desconhecido - 1984




Por Jason

Também conhecido como Reações Anormais, o filme abre com um estranho terremoto. Depois dele, os habitantes de uma pequena cidade do interior começam a se comportar de maneira bizarra. Quando a mãe de Jennifer (Meg Tilly) tenta o suicídio estourando sua cabeça, ela resolve voltar à cidade para investigar o que aconteceu, acompanhada pelo namorado médico Stuart (Tim Matheson). Aos poucos, tudo na cidade está virando um caos. Os habitantes estão atacando uns aos outros, estão se matando, brigando até a morte, demonstrando seus impulsos mais selvagens e violentos.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Artigo - Alien: é tudo sobre sexo?










Alien: é tudo sobre sexo?


Alien é carinhosamente lembrado por fãs de horror pela seqüência sangrenta de explosão do peito de John Hurt que deu origem a uma das criaturas mais assustadoras e emblemáticas do cinema. Mas o filme também apresenta uma das mais assustadoras mortes fora de tela de todos os tempos, e uma ideia descartada (ou implicação oculta) na franquia: quando por último vemos Lambert (Veronica Cartwright), a cauda do xenomorfo é vista se enrolando de maneira nefasta ... entre suas pernas. Então, o filme corta de repente para Ripley correndo por um corredor escuro, mas ainda ouvimos Lambert ofegante e sofrendo com alguns gemidos desumanos. 


Que diabos está acontecendo aqui?  O que o alienígena está fazendo com Lambert? Será que - por sua própria natureza "perfeita" - possuem alguma outra forma de capacidade reprodutiva que ele está praticando sobre ela? Está cumprindo algum tipo de desejo sexual? Alien possui esse subtexto desconfortável que envolve nossa sexualidade humana. No nível de superfície imediatamente aparente, o filme se refere a uma criatura que pode perverter nosso ciclo reprodutivo para seus próprios fins. Mas por baixo dessas camadas há momentos no original de Scott que parecem envolver a homossexualidade, a repressão sexual, esteriótipos sexuais e muito mais.

Considere que o personagem de John Hurt, Kane, se torna o primeiro receptor dos avanços reprodutivos do alienígena. Fino, britânico, e sexualmente ambíguo, Kane é retratado - em um ponto no filme - vestindo uma roupa de baixo que parece ser uma roupa feminina; algo que é distintamente "afeminado" a sua aparência. Além disso, Kane vive o mais perigoso (ou seria promíscuo?) estilo de vida de qualquer um entre a tripulação. Ele é o primeiro a acordar de sono criogênico, o primeiro a sugerir uma caminhada para a estranha nave alien, e o único homem que desce na câmara de ovo da nave abandonada. Ele estaria bem familiarizado com o perigo como eram vistos os homossexuais pela sociedade por volta de 1979. 

Logo, é Kane que se torna involuntariamente receptivo a uma penetração oral: a inserção do "tubo" do face-hugger em sua garganta onde ele deposita o arrebentador de tórax. O que emerge desse encontro é "o filho de Kane" (na terminologia do personagem Ash). Mas, essencialmente, o alien força o pobre Kane - possivelmente um símbolo homossexual masculino - a agir no papel que ele poderia estar familiarizado; a de ser receptivo à penetração, a de ser uma fêmea. Não satisfeito, ao ganhar o apelido de "filho de Kane", o alien o transformaria em um individuo masculino forçado a tragédia da maternidade: fruto de um estupro, seu filho (que tem um aspecto fálico) o mata no parto.

Considere Ash e os fundamentos sexuais desse personagem. Ele é na verdade um robô - uma criatura presumivelmente incapaz de ter relações sexuais - e o subtexto do filme sugere que essa incapacidade, essa repressão do impulso sexual, fez dele um monstro também. Quando Ash ataca Ripley mais para o final do filme, ele enrola uma revista pornográfica (cercada por outros exemplos de pornografia) e tenta atolá-la na garganta da mulher ... é o seu substituto do pênis. A implicação deste ato particular é que ele não pode fazer a mesma coisa com seu pênis, então Ash deve usar a revista em seu lugar. Mais tarde, Ash admite o fato de que ele "inveja" o Alien (a criatura, como podemos ver, tem uma cabeça em forma fálica, seria esta a inveja de não ter um pênis?). Questiona-se também se ele o inveja porque o alienígena pode dominar sexualmente os outros de uma maneira que o desagradável Ash não pode fazer.

Note também que quando Ash é incapaz de satisfazer seu desejo sexual reprimido por Ripley, a pressão literalmente o faz explodir. O sangue androide é um líquido branco leitoso, como o sêmen. E jorra por toda parte, uma ejaculação catastrófica de proporções monumentais. Ash, quando confrontado com sua própria sexualidade e incapacidade de expressá-lo não consegue segurar a pressão.

Parker (Yaphet Kotto), um homem negro que descaradamente discute sobre "comer vaginas" durante a cena que leva ao momento do chestbuster, é o personagem mais hiper-masculinizado (de novo um estereótipo) em Alien. Ele possui uma relação antagonista, adversária, com Ripley, já que não aceita ser submisso a uma mulher e é o personagem mais frequentemente visto com uma arma (um atirador de chamas), um possível símbolo fálico. Em outro tipo de filme, Parker pode ser nosso herói. Mas aqui ele morre por causa da qualidade estereotipada do cavalheirismo masculino ou do machismo. Especificamente, ele não irá atirar com o lança-chamas no Alien, enquanto uma mulher (Lambert) está na linha de fogo. O alienígena despacha rapidamente Parker (mano a mano), talvez percebendo que nunca irá co-optar por um macho alfa como Parker para ser sua "fêmea", pelo menos não como Kane foi usado.

Quanto a Lambert, o personagem feminino mais tradicional (e estereotipado) no filme - ela é violentada pelo alienígena, presumivelmente pela cauda fálica do xenomorfo. Nota-se que Lambert, ao se ver naquela situação com a criatura dentro da nave, chora desesperadamente. Frágil, é a moça em perigo. Novamente, o alienígena explorou a natureza biológica / reprodutiva de um personagem e usou-a para satisfazer suas próprias necessidades destrutivas e perversas.  O que nos leva a Ripley. Ripley é um personagem escrito para um homem, mas interpretado por uma mulher (Sigourney Weaver). Ela é a única sobrevivente (juntamente com Jones, o gato), do alienígena na Nostromo, e há uma explicação que pode ser feita para sua sobrevivência: a de que o alienígena não pode tão facilmente "taxar" Ripley como macho ou fêmea. Ela é perfeita, como o alien é: se a criatura é a soma da perversidade humana (violência, agressividade, falta de sensibilidade, e por aí vai...), Ripley é a antítese, uma mistura de todas as qualidades "humanas".

Mas há ainda dois pontos a se considerar no filme. Dallas e Brett. Dallas, o capitão, é um macho alfa, salientado por sua barba - nada mais masculino do que uma barba... - mas dotado de inteligência cuja fraqueza está naquilo que Ripley e a criatura tem de sobra, seu instinto de sobrevivência. É o homem assim de poder. Já Brett representa um homem mais velho, aniquilado pelo poder sexual do mais jovem e mais forte e é, por consequência, o oposto da inteligência de Dallas, já que é tipicamente um homem de aspecto rústico. O momento em que Dallas é pego dentro dos dutos de ventilação representa a vitória do instinto do predador sobre a inteligência da presa. Não se trata, perceba, da luta corporal mano a mano com Parker. Aqui o alien precisa usar dos mesmos artifícios de Dallas para capturá-lo, como num jogo. O triunfo do macho sobre outro macho pode ser representado no fato de que, em uma cena deletada da versão dos cinemas, Dallas, paralisado de dor e quase em coma enquanto seu corpo é dissolvido, é transformado em uma espécie de casulo e pede para ser morto por Ripley, que toca fogo no lugar. O alien venceu o macho alfa inteligente, e o troféu está na parede.



Kane é possivelmente gay, Ash é um robô (e, portanto, não é capaz de expressar a sexualidade de uma forma "normal"), Parker é todo homem macho, Dallas o macho inteligente, Brett o macho velho fraco e ignorante, e Lambert é uma desamparada donzela em perigo... mas Ripley é praticamente uma amazonas e uma figura de autoridade (a terceira no comando). Ela também é a única personagem que equilibra o senso comum, o heroísmo e a competência. Dada esta mistura incomum de qualidades estereotipadas do sexo masculino e feminino, o extraterrestre não tem certeza de como "ler" ou "usar" Ripley. Nos momentos finais do filme, ele toma uma decisão. Ele reconhece Ripley - o melhor da humanidade, seja masculino ou feminino - como parentesco; um sobrevivente. Assim, monta em segredo com ela a bordo do ônibus Narciso enquanto escapam do Nostromo explodindo.

Note que o alienígena provavelmente poderia matar Ripley a qualquer momento durante aquele vôo de fuga ... mas não escolheu fazê-lo. Ele sabe que está em boas mãos com ela, pelo menos por enquanto. Ele usa sua "competência", sua habilidade (qualidades de si mesmo que reconhece nela?) para escapar da destruição novamente estabelecendo sua perfeição. Aqui, a perfeição pode ser medida pelo quão bem ela entende o inimigo, a presa. Então, sob os sustos e debaixo do grande projeto, o que temos no filme de Ridley Scott Alien é a história de um monstro que explora nossas visualizações de biologia e psicologia; nós (como espectadores) reexaminamos - talvez até subconscientemente - os estereótipos sexuais do dia. O homem homossexual está em perigo em primeiro lugar, os machos alfa são ineficazes, a fêmea tradicional "gritando" é explorada (não resgatada ...), o velho é subjugado pela força do novo, e o humano mais evoluído, Ripley (juntamente com outra criatura perfeita - um gato ) sobrevive para lutar outro dia.   

A natureza estranha, espinhosa e sexual de Alien que espreitamos logo abaixo da superfície do filme é perceptível mesmo em outros momentos. Basta dar uma longa olhada na "abertura" da nave alienígena abandonada. É claramente uma vagina. 


O chestbuster é claramente um grande falo


Dentro da nave do Space Jockey, mais sinais de sexualidade no cenário. O esqueleto da criatura (que o filme Prometheus revelaria como sendo de um traje espacial que escondia um humanoide chamado "Engenheiro") está sentado diante de um aparato que lembra novamente um falo gigante duro, apontando para o alto.


Não bastasse o rabo fálico da criatura, sua versão adulta baba, como se sua boca estivesse tomada por sêmen. A cabeça tem o formato de falo. Dentro dela, há outra boca, que se lança sobre a vítima como um falo de sua garganta. 


O facehugger, para inseminar suas vítimas, comete um estupro, forçando o sexo oral, sufocando a vítima como se estivesse forçando-a a engolir seu falo, mantendo os enormes dedos pressionados na cabeça dela. Há dois sacos escrotais e sua aparência interna é a de uma vagina, como se fosse uma criatura hermafrodita.   

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Pergunte a si mesmo por quê o sexo, e - às vezes, o desconforto com sexo - espreita no coração deste filme de terror. O filme de 1979 está cheio de teorias e implicações que se tornam mais profundas à medida que se revê. Isso torna o filme infinitamente interessante e digno de continuações que explorem cada vez mais o tema, o subtexto, e provoquem cada vez mais debates.

Texto traduzido, modificado e adaptado daqui.

domingo, 23 de abril de 2017

Jackie - 2016



Por Jason

Fragmentado - 2016



Por Jason

Casey (Anya Taylor-Joy, de A Bruxa), Claire (Haley Lu Richardson) e Marcia (Jessica Sula) são sequestradas na saída de um encontro e levadas para um cativeiro. Duas querem lutar para sair, mas Casey é a única capaz de perceber que para sair dali terá que usar outra estratégia. Isso porque Kevin (James McAvoy) possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Uma vigésima quarta está prestes a aflorar.

sábado, 22 de abril de 2017

Mercenários da galáxia - 1980





Por Jason

Esse é um caso curioso de filme B. Produzido por Roger Corman e com um jovem James Cameron na direção de arte e de efeitos especiais, o filme é uma mistura de Guerra nas Estrelas com Jornada nas Estrelas que se tornou um cult não só pela equipe envolvida como o resultado que foi acima da baixa média dos filmes trash. O filme abre com uma nave chegando ao planeta Akir. O ditador Sador (John Saxon) anuncia que o planeta se transformará em uma colônia dentro de sete auroras. Depois de uma demonstração de poder matando alguns dos habitantes, ele parte para outra. O conselho de Akir decide o que fazer e entende que não tem defesas. Um ancião explica que precisa de pessoas violentas para que possam protegê-los e um rapaz, Shad (Richard Thomas) se voluntaria a procurá-los, já que ele é a única pessoa que pode pilotar uma velha nave com um computador feminino chamado Nell. Sua primeira missão é encontrar um armeiro, o Dr. Hephaestus.

O rapaz vai parar em uma estação espacial povoada por androides, onde encontra o armeiro que agora é uma mistura de homem com uma máquina que o mantém vivo. Ele informa que o mais certo a fazer é que os homens saiam do planeta Akir para povoar a estação espacial e deseja que o rapaz se envolva com sua filha Nanelia (Darlanne Fluegel) para procriar. De saída, Shad é seguido por ela e encontra Gelt (Robert Vaughn): nascido em pleno espaço sideral, é um assassino frio e calculista, e aceita a missão por precisar de um lugar para se esconder; o Cowboy do Espaço (George Peppard): oriundo do planeta Terra; Saint-Exmin (Sybil Danning): uma valquíria, raça de mulheres guerreiras; os Nestor: vestidos e cobertos de brancos, com um terceiro olho, os humanoides se comunicam mentalmente e são conectados sensitivamente; e Cayman de Lambda Zone (Morgan Woodward): membro de uma raça de répteis, é um mercador de escravos que captura Nanelia, mas a liberta logo em seguida ao saber dos outros mercenários contratados para combater Sador, o ser que destruiu seu povo muitos anos atrás e do qual é o último representante. Sedento de vingança, Cayman também se junta ao grupo. Todos tentam inutilmente derrotar Sador, sem sucesso. Quem salva o dia, e o planeta Akir, é justamente Nell, o computador da nave.

Com truques de luzes, criatividade e muita maquete, James Cameron e a equipe conseguiram fazer cenários um tanto críveis para o orçamento minúsculo de dois milhões de dólares. O estilo de Cameron aliás, seria uma das marcas registradas do filme, e mais tarde ele amplificaria - agora com orçamento de superprodução - em Aliens O resgate. É possível notar como Cameron adotaria a fotografia deste filme (feita por um obscuro Daniel Lacambre) de tons azulados quanto o uso de maquetes detalhadas em seus filmes posteriores (principalmente O segredo do Abismo, onde o uso é maior). A cena em que um androide desmontado é reparado é a semente da sequência do corte de Bishop em Aliens O resgate e da habilidade demonstrada por Cameron em O exterminador do futuro. Está tudo lá. A inspiração para o filme aqui vinha de coisas presentes no mundo real: o cenário de Akir lembra uma floresta de pedras, cristais e cogumelos, e os habitantes se vestem como se estivessem num retiro espiritual:


O desenho da nave de Shad parece ter sido inspirado nos ovários e seios femininos, o que faz com que ela provavelmente seja a única nave da ficção com peitos em todos os tempos.

A nave do personagem Shad e suas formas femininas. 
A base abaixo dela lembra um par de seios

A nave do vilão tem uma dianteira que lembra uma alavanca ou um martelo, feito para esmagar os inimigos:


Enquanto as naves do povo reptiliano lembram uma cabeça de cobra com olhos protuberantes, com duas presas que servem como canhões...


...A nave dos Nestor lembra um disco voador iluminado e a do Cowboy um tipo de vagão ou caminhão, masculinizado em seu formato cilíndrico com uma cabine que parece uma cabeça peniana.



É interessante perceber que apesar da pobreza do material, o filme Mercenários na Galáxia também procura transmitir uma mensagem de união de povos. Os mercenários são um grupo heterogêneo de raças alienígenas, cada um com características físicas únicas (assim como Chewbacca, Han Solo, Greedo ou C-3PO em Star Wars) e que precisam se unir para derrotar o mal. Nota-se também que os moradores de Akir são extremamente pacíficos mas precisam se armar para derrotar o inimigo e reconquistar a paz, um alerta de que para se chegar a harmonia é preciso muitas vezes causar desordem e sacrifícios. As mulheres são retratadas como símbolos de sexualidade, inteligência e força, capitalizada na imagem sensual e no decote generoso da valquíria (ao lado), no computador Nell que acaba derrotando o inimigo e na cientista desajeitada e ingênua mas inteligente Nanelia. Ao entrar em contato com o doutor na estação, Shad percebe que o futuro da humanidade é mecanizado, onde as relações humanas se deterioraram e onde os tocar e o amar, o se relacionar e consequentemente o prazer humano se perderam. Sua sociedade vive sob um estilo de vida dogmático, limpo demais e insosso, por consequência, acima do limite. Mas, recordemos, estamos em um filme trash.

O elenco, claro, é todo ruim. A direção é péssima e os efeitos além das maquetes, com suas armas e seus disparos de lasers falsos, é o que a produção conseguiu pagar. os diálogos são constrangedores e o figurino de escola de samba da guerreira fala por si só. Os personagens desaparecem em batalhas medíocres. Sem o tom épico espacial que falta ao roteiro, o filme afunda. Falta ritmo e a maquiagem, claro, foi trabalhada do jeito que deu para fazer, também sofrendo suas limitações orçamentárias. O ator Richard Thomas, péssimo, parecia uma mistura de Nicolas Hoult com Malcolm McDowell sem talento e carisma, e terminou na televisão. Já o canastrão John Saxon virou um conhecido ator de filmes B. Por fim, a resolução do conflito poucos antes dos letreiros subirem é ridícula e desastrosa. A trilha sonora ficou a cargo de James Horner, que gostou tanto da produção musical que usou acordes na trilha sonora de Star Trek A ira de Kahn. É possível notar o uso de trechos da trilha na chegada do rapaz a estação espacial - nada mais Star Trek. O resultado não podia ser outro. Mercenários da Galáxia é trash mas virou cult. Em tempos de Star Wars e Guardiões da Galáxia, um remake nas mãos de uma equipe de visão talvez caísse bem.





Cotação: 1/5
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