sábado, 29 de abril de 2017

Lapso de tempo - 2014





Por Jason

Três amigos descobrem uma misteriosa máquina na casa de um vizinho cientista que desapareceu. Dentro da casa há fotos da sala da casa do amigos, como se eles estivessem sendo observados, já que a câmera estava apontada para a casa deles. Eles descobrem que a máquina tira fotos de 24 horas para o futuro - tudo que acontecerá, a máquina já mostra em fotografia. 

The void - 2016




Por Jason

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A guerra dos donos do amanhã - 1990




Por Jason

Em 1992 houve 543.767 violentos incidentes em escolas norte americanas.Em algumas cidades as áreas próximas as escolas estavam sendo dominadas por gangues.Em 1997 o numero de incidentes triplicou, e vários setores da cidade já eram dominados pelas gangues.Agora o ano é 1999 e as áreas controladas por gangues se chamam zona de tiro livre,onde a policia não entra. O departamento de Defesa Educacional foi criado para reabrir as escolas e controlar as gangues. A escola Kennedy está localizada no meio da zona de tiro livre e vai ser a primeira a fazer uso do novo sistema educacional,chamado Megatech, que é nada mais nada menos que colocar androides treinados para ação militares como professores.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Vítimas do desconhecido - 1984




Por Jason

Também conhecido como Reações Anormais, o filme abre com um estranho terremoto. Depois dele, os habitantes de uma pequena cidade do interior começam a se comportar de maneira bizarra. Quando a mãe de Jennifer (Meg Tilly) tenta o suicídio estourando sua cabeça, ela resolve voltar à cidade para investigar o que aconteceu, acompanhada pelo namorado médico Stuart (Tim Matheson). Aos poucos, tudo na cidade está virando um caos. Os habitantes estão atacando uns aos outros, estão se matando, brigando até a morte, demonstrando seus impulsos mais selvagens e violentos.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Artigo - Alien: é tudo sobre sexo?










Alien: é tudo sobre sexo?


Alien é carinhosamente lembrado por fãs de horror pela seqüência sangrenta de explosão do peito de John Hurt que deu origem a uma das criaturas mais assustadoras e emblemáticas do cinema. Mas o filme também apresenta uma das mais assustadoras mortes fora de tela de todos os tempos, e uma ideia descartada (ou implicação oculta) na franquia: quando por último vemos Lambert (Veronica Cartwright), a cauda do xenomorfo é vista se enrolando de maneira nefasta ... entre suas pernas. Então, o filme corta de repente para Ripley correndo por um corredor escuro, mas ainda ouvimos Lambert ofegante e sofrendo com alguns gemidos desumanos. 


Que diabos está acontecendo aqui?  O que o alienígena está fazendo com Lambert? Será que - por sua própria natureza "perfeita" - possuem alguma outra forma de capacidade reprodutiva que ele está praticando sobre ela? Está cumprindo algum tipo de desejo sexual? Alien possui esse subtexto desconfortável que envolve nossa sexualidade humana. No nível de superfície imediatamente aparente, o filme se refere a uma criatura que pode perverter nosso ciclo reprodutivo para seus próprios fins. Mas por baixo dessas camadas há momentos no original de Scott que parecem envolver a homossexualidade, a repressão sexual, esteriótipos sexuais e muito mais.

Considere que o personagem de John Hurt, Kane, se torna o primeiro receptor dos avanços reprodutivos do alienígena. Fino, britânico, e sexualmente ambíguo, Kane é retratado - em um ponto no filme - vestindo uma roupa de baixo que parece ser uma roupa feminina; algo que é distintamente "afeminado" a sua aparência. Além disso, Kane vive o mais perigoso (ou seria promíscuo?) estilo de vida de qualquer um entre a tripulação. Ele é o primeiro a acordar de sono criogênico, o primeiro a sugerir uma caminhada para a estranha nave alien, e o único homem que desce na câmara de ovo da nave abandonada. Ele estaria bem familiarizado com o perigo como eram vistos os homossexuais pela sociedade por volta de 1979. 

Logo, é Kane que se torna involuntariamente receptivo a uma penetração oral: a inserção do "tubo" do face-hugger em sua garganta onde ele deposita o arrebentador de tórax. O que emerge desse encontro é "o filho de Kane" (na terminologia do personagem Ash). Mas, essencialmente, o alien força o pobre Kane - possivelmente um símbolo homossexual masculino - a agir no papel que ele poderia estar familiarizado; a de ser receptivo à penetração, a de ser uma fêmea. Não satisfeito, ao ganhar o apelido de "filho de Kane", o alien o transformaria em um individuo masculino forçado a tragédia da maternidade: fruto de um estupro, seu filho (que tem um aspecto fálico) o mata no parto.

Considere Ash e os fundamentos sexuais desse personagem. Ele é na verdade um robô - uma criatura presumivelmente incapaz de ter relações sexuais - e o subtexto do filme sugere que essa incapacidade, essa repressão do impulso sexual, fez dele um monstro também. Quando Ash ataca Ripley mais para o final do filme, ele enrola uma revista pornográfica (cercada por outros exemplos de pornografia) e tenta atolá-la na garganta da mulher ... é o seu substituto do pênis. A implicação deste ato particular é que ele não pode fazer a mesma coisa com seu pênis, então Ash deve usar a revista em seu lugar. Mais tarde, Ash admite o fato de que ele "inveja" o Alien (a criatura, como podemos ver, tem uma cabeça em forma fálica, seria esta a inveja de não ter um pênis?). Questiona-se também se ele o inveja porque o alienígena pode dominar sexualmente os outros de uma maneira que o desagradável Ash não pode fazer.

Note também que quando Ash é incapaz de satisfazer seu desejo sexual reprimido por Ripley, a pressão literalmente o faz explodir. O sangue androide é um líquido branco leitoso, como o sêmen. E jorra por toda parte, uma ejaculação catastrófica de proporções monumentais. Ash, quando confrontado com sua própria sexualidade e incapacidade de expressá-lo não consegue segurar a pressão.

Parker (Yaphet Kotto), um homem negro que descaradamente discute sobre "comer vaginas" durante a cena que leva ao momento do chestbuster, é o personagem mais hiper-masculinizado (de novo um estereótipo) em Alien. Ele possui uma relação antagonista, adversária, com Ripley, já que não aceita ser submisso a uma mulher e é o personagem mais frequentemente visto com uma arma (um atirador de chamas), um possível símbolo fálico. Em outro tipo de filme, Parker pode ser nosso herói. Mas aqui ele morre por causa da qualidade estereotipada do cavalheirismo masculino ou do machismo. Especificamente, ele não irá atirar com o lança-chamas no Alien, enquanto uma mulher (Lambert) está na linha de fogo. O alienígena despacha rapidamente Parker (mano a mano), talvez percebendo que nunca irá co-optar por um macho alfa como Parker para ser sua "fêmea", pelo menos não como Kane foi usado.

Quanto a Lambert, o personagem feminino mais tradicional (e estereotipado) no filme - ela é violentada pelo alienígena, presumivelmente pela cauda fálica do xenomorfo. Nota-se que Lambert, ao se ver naquela situação com a criatura dentro da nave, chora desesperadamente. Frágil, é a moça em perigo. Novamente, o alienígena explorou a natureza biológica / reprodutiva de um personagem e usou-a para satisfazer suas próprias necessidades destrutivas e perversas.  O que nos leva a Ripley. Ripley é um personagem escrito para um homem, mas interpretado por uma mulher (Sigourney Weaver). Ela é a única sobrevivente (juntamente com Jones, o gato), do alienígena na Nostromo, e há uma explicação que pode ser feita para sua sobrevivência: a de que o alienígena não pode tão facilmente "taxar" Ripley como macho ou fêmea. Ela é perfeita, como o alien é: se a criatura é a soma da perversidade humana (violência, agressividade, falta de sensibilidade, e por aí vai...), Ripley é a antítese, uma mistura de todas as qualidades "humanas".

Mas há ainda dois pontos a se considerar no filme. Dallas e Brett. Dallas, o capitão, é um macho alfa, salientado por sua barba - nada mais masculino do que uma barba... - mas dotado de inteligência cuja fraqueza está naquilo que Ripley e a criatura tem de sobra, seu instinto de sobrevivência. É o homem assim de poder. Já Brett representa um homem mais velho, aniquilado pelo poder sexual do mais jovem e mais forte e é, por consequência, o oposto da inteligência de Dallas, já que é tipicamente um homem de aspecto rústico. O momento em que Dallas é pego dentro dos dutos de ventilação representa a vitória do instinto do predador sobre a inteligência da presa. Não se trata, perceba, da luta corporal mano a mano com Parker. Aqui o alien precisa usar dos mesmos artifícios de Dallas para capturá-lo, como num jogo. O triunfo do macho sobre outro macho pode ser representado no fato de que, em uma cena deletada da versão dos cinemas, Dallas, paralisado de dor e quase em coma enquanto seu corpo é dissolvido, é transformado em uma espécie de casulo e pede para ser morto por Ripley, que toca fogo no lugar. O alien venceu o macho alfa inteligente, e o troféu está na parede.



Kane é possivelmente gay, Ash é um robô (e, portanto, não é capaz de expressar a sexualidade de uma forma "normal"), Parker é todo homem macho, Dallas o macho inteligente, Brett o macho velho fraco e ignorante, e Lambert é uma desamparada donzela em perigo... mas Ripley é praticamente uma amazonas e uma figura de autoridade (a terceira no comando). Ela também é a única personagem que equilibra o senso comum, o heroísmo e a competência. Dada esta mistura incomum de qualidades estereotipadas do sexo masculino e feminino, o extraterrestre não tem certeza de como "ler" ou "usar" Ripley. Nos momentos finais do filme, ele toma uma decisão. Ele reconhece Ripley - o melhor da humanidade, seja masculino ou feminino - como parentesco; um sobrevivente. Assim, monta em segredo com ela a bordo do ônibus Narciso enquanto escapam do Nostromo explodindo.

Note que o alienígena provavelmente poderia matar Ripley a qualquer momento durante aquele vôo de fuga ... mas não escolheu fazê-lo. Ele sabe que está em boas mãos com ela, pelo menos por enquanto. Ele usa sua "competência", sua habilidade (qualidades de si mesmo que reconhece nela?) para escapar da destruição novamente estabelecendo sua perfeição. Aqui, a perfeição pode ser medida pelo quão bem ela entende o inimigo, a presa. Então, sob os sustos e debaixo do grande projeto, o que temos no filme de Ridley Scott Alien é a história de um monstro que explora nossas visualizações de biologia e psicologia; nós (como espectadores) reexaminamos - talvez até subconscientemente - os estereótipos sexuais do dia. O homem homossexual está em perigo em primeiro lugar, os machos alfa são ineficazes, a fêmea tradicional "gritando" é explorada (não resgatada ...), o velho é subjugado pela força do novo, e o humano mais evoluído, Ripley (juntamente com outra criatura perfeita - um gato ) sobrevive para lutar outro dia.   

A natureza estranha, espinhosa e sexual de Alien que espreitamos logo abaixo da superfície do filme é perceptível mesmo em outros momentos. Basta dar uma longa olhada na "abertura" da nave alienígena abandonada. É claramente uma vagina. 


O chestbuster é claramente um grande falo


Dentro da nave do Space Jockey, mais sinais de sexualidade no cenário. O esqueleto da criatura (que o filme Prometheus revelaria como sendo de um traje espacial que escondia um humanoide chamado "Engenheiro") está sentado diante de um aparato que lembra novamente um falo gigante duro, apontando para o alto.


Não bastasse o rabo fálico da criatura, sua versão adulta baba, como se sua boca estivesse tomada por sêmen. A cabeça tem o formato de falo. Dentro dela, há outra boca, que se lança sobre a vítima como um falo de sua garganta. 


O facehugger, para inseminar suas vítimas, comete um estupro, forçando o sexo oral, sufocando a vítima como se estivesse forçando-a a engolir seu falo, mantendo os enormes dedos pressionados na cabeça dela. Há dois sacos escrotais e sua aparência interna é a de uma vagina, como se fosse uma criatura hermafrodita.   

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Pergunte a si mesmo por quê o sexo, e - às vezes, o desconforto com sexo - espreita no coração deste filme de terror. O filme de 1979 está cheio de teorias e implicações que se tornam mais profundas à medida que se revê. Isso torna o filme infinitamente interessante e digno de continuações que explorem cada vez mais o tema, o subtexto, e provoquem cada vez mais debates.

Texto traduzido, modificado e adaptado daqui.

domingo, 23 de abril de 2017

Jackie - 2016



Por Jason

Fragmentado - 2016



Por Jason

Casey (Anya Taylor-Joy, de A Bruxa), Claire (Haley Lu Richardson) e Marcia (Jessica Sula) são sequestradas na saída de um encontro e levadas para um cativeiro. Duas querem lutar para sair, mas Casey é a única capaz de perceber que para sair dali terá que usar outra estratégia. Isso porque Kevin (James McAvoy) possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Uma vigésima quarta está prestes a aflorar.

sábado, 22 de abril de 2017

Mercenários da galáxia - 1980





Por Jason

Esse é um caso curioso de filme B. Produzido por Roger Corman e com um jovem James Cameron na direção de arte e de efeitos especiais, o filme é uma mistura de Guerra nas Estrelas com Jornada nas Estrelas que se tornou um cult não só pela equipe envolvida como o resultado que foi acima da baixa média dos filmes trash. O filme abre com uma nave chegando ao planeta Akir. O ditador Sador (John Saxon) anuncia que o planeta se transformará em uma colônia dentro de sete auroras. Depois de uma demonstração de poder matando alguns dos habitantes, ele parte para outra. O conselho de Akir decide o que fazer e entende que não tem defesas. Um ancião explica que precisa de pessoas violentas para que possam protegê-los e um rapaz, Shad (Richard Thomas) se voluntaria a procurá-los, já que ele é a única pessoa que pode pilotar uma velha nave com um computador feminino chamado Nell. Sua primeira missão é encontrar um armeiro, o Dr. Hephaestus.

O rapaz vai parar em uma estação espacial povoada por androides, onde encontra o armeiro que agora é uma mistura de homem com uma máquina que o mantém vivo. Ele informa que o mais certo a fazer é que os homens saiam do planeta Akir para povoar a estação espacial e deseja que o rapaz se envolva com sua filha Nanelia (Darlanne Fluegel) para procriar. De saída, Shad é seguido por ela e encontra Gelt (Robert Vaughn): nascido em pleno espaço sideral, é um assassino frio e calculista, e aceita a missão por precisar de um lugar para se esconder; o Cowboy do Espaço (George Peppard): oriundo do planeta Terra; Saint-Exmin (Sybil Danning): uma valquíria, raça de mulheres guerreiras; os Nestor: vestidos e cobertos de brancos, com um terceiro olho, os humanoides se comunicam mentalmente e são conectados sensitivamente; e Cayman de Lambda Zone (Morgan Woodward): membro de uma raça de répteis, é um mercador de escravos que captura Nanelia, mas a liberta logo em seguida ao saber dos outros mercenários contratados para combater Sador, o ser que destruiu seu povo muitos anos atrás e do qual é o último representante. Sedento de vingança, Cayman também se junta ao grupo. Todos tentam inutilmente derrotar Sador, sem sucesso. Quem salva o dia, e o planeta Akir, é justamente Nell, o computador da nave.

Com truques de luzes, criatividade e muita maquete, James Cameron e a equipe conseguiram fazer cenários um tanto críveis para o orçamento minúsculo de dois milhões de dólares. O estilo de Cameron aliás, seria uma das marcas registradas do filme, e mais tarde ele amplificaria - agora com orçamento de superprodução - em Aliens O resgate. É possível notar como Cameron adotaria a fotografia deste filme (feita por um obscuro Daniel Lacambre) de tons azulados quanto o uso de maquetes detalhadas em seus filmes posteriores (principalmente O segredo do Abismo, onde o uso é maior). A cena em que um androide desmontado é reparado é a semente da sequência do corte de Bishop em Aliens O resgate e da habilidade demonstrada por Cameron em O exterminador do futuro. Está tudo lá. A inspiração para o filme aqui vinha de coisas presentes no mundo real: o cenário de Akir lembra uma floresta de pedras, cristais e cogumelos, e os habitantes se vestem como se estivessem num retiro espiritual:


O desenho da nave de Shad parece ter sido inspirado nos ovários e seios femininos, o que faz com que ela provavelmente seja a única nave da ficção com peitos em todos os tempos.

A nave do personagem Shad e suas formas femininas. 
A base abaixo dela lembra um par de seios

A nave do vilão tem uma dianteira que lembra uma alavanca ou um martelo, feito para esmagar os inimigos:


Enquanto as naves do povo reptiliano lembram uma cabeça de cobra com olhos protuberantes, com duas presas que servem como canhões...


...A nave dos Nestor lembra um disco voador iluminado e a do Cowboy um tipo de vagão ou caminhão, masculinizado em seu formato cilíndrico com uma cabine que parece uma cabeça peniana.



É interessante perceber que apesar da pobreza do material, o filme Mercenários na Galáxia também procura transmitir uma mensagem de união de povos. Os mercenários são um grupo heterogêneo de raças alienígenas, cada um com características físicas únicas (assim como Chewbacca, Han Solo, Greedo ou C-3PO em Star Wars) e que precisam se unir para derrotar o mal. Nota-se também que os moradores de Akir são extremamente pacíficos mas precisam se armar para derrotar o inimigo e reconquistar a paz, um alerta de que para se chegar a harmonia é preciso muitas vezes causar desordem e sacrifícios. As mulheres são retratadas como símbolos de sexualidade, inteligência e força, capitalizada na imagem sensual e no decote generoso da valquíria (ao lado), no computador Nell que acaba derrotando o inimigo e na cientista desajeitada e ingênua mas inteligente Nanelia. Ao entrar em contato com o doutor na estação, Shad percebe que o futuro da humanidade é mecanizado, onde as relações humanas se deterioraram e onde os tocar e o amar, o se relacionar e consequentemente o prazer humano se perderam. Sua sociedade vive sob um estilo de vida dogmático, limpo demais e insosso, por consequência, acima do limite. Mas, recordemos, estamos em um filme trash.

O elenco, claro, é todo ruim. A direção é péssima e os efeitos além das maquetes, com suas armas e seus disparos de lasers falsos, é o que a produção conseguiu pagar. os diálogos são constrangedores e o figurino de escola de samba da guerreira fala por si só. Os personagens desaparecem em batalhas medíocres. Sem o tom épico espacial que falta ao roteiro, o filme afunda. Falta ritmo e a maquiagem, claro, foi trabalhada do jeito que deu para fazer, também sofrendo suas limitações orçamentárias. O ator Richard Thomas, péssimo, parecia uma mistura de Nicolas Hoult com Malcolm McDowell sem talento e carisma, e terminou na televisão. Já o canastrão John Saxon virou um conhecido ator de filmes B. Por fim, a resolução do conflito poucos antes dos letreiros subirem é ridícula e desastrosa. A trilha sonora ficou a cargo de James Horner, que gostou tanto da produção musical que usou acordes na trilha sonora de Star Trek A ira de Kahn. É possível notar o uso de trechos da trilha na chegada do rapaz a estação espacial - nada mais Star Trek. O resultado não podia ser outro. Mercenários da Galáxia é trash mas virou cult. Em tempos de Star Wars e Guardiões da Galáxia, um remake nas mãos de uma equipe de visão talvez caísse bem.





Cotação: 1/5

Top 10 - 10 cópias bizarras de Star Wars




Message from Space (1978)


Com o sucesso de Star Wars em 1977, todos quiseram tirar uma casquinha e repetir a façanha de George Lucas e essa é a versão japonesa, que roubou muito do estético do filme americano e misturou mangá com anime e baixo orçamento. Não deu outra. Pérola trash que tem, dentre outros momentos constrangedores, a presença do falecido Vic Morrow pagando mico. 





Starcrash (1979)

Não é apenas uma cópia descarada de Star Wars, mas uma desculpa do diretor para ganhar dinheiro em cima de um filme que tem mulheres seminuas passeando para lá e para cá. Starcrash conta a história de uma guerra entre um Império galáctico (na verdade, os bons) e o Conde mal Zartharn. O Conde tem uma super arma disfarçada de planeta que os heróis têm que explodir. Os personagens usam sabres de luz e lutam contra maus asseclas robóticos. Uma vez que essas semelhanças estão fora do caminho, Starcrash atinge um nível de ridículo que George Lucas era incapaz de imaginar. Não dá para saber o que é pior - mas David Hasselhoff e Christopher Plummer tem mérito nessa bomba.






Dünyayı Kurtaran Adam (1982)

Também conhecido como o Star Wars Turco, conseguiu a proeza de atravessar a linha da cópia e usar imagens não autorizadas do próprio filme de George Lucas. E não foi só isso, já que a trilha sonora musical é inteiramente chupinhada de filmes populares. O tema principal é "The Raiders March", composto por John Williams , do filme Caçadores da Arca Perdida, de 1981. Outras cenas incorporaram a música de Moonraker, Ben-Hur, Flash Gordon, a versão de Giorgio Moroder de Battlestar Galactica, Planeta dos Macacos, dentre outros. Considerado um dos piores filmes de todos os tempos.





The Shape of Things to Come (1979)

O Canadá não podia ficar de fora da folia, de modo que em 1979 o diretor canadense George McCowen começou a fazer seu próprio Star Wars , comprando os direitos do romance de H.G. Wells, Daqui a cem anos, que já tinha ganhado um filme em 1936. É fácil adivinhar como as coisas acabaram. Como a maioria dos filmes da época, a produção tinha um visual chocante de baixo orçamento. Os efeitos especiais são terríveis para a era, mesmo em comparação com o que Battlestar Galactica estava fazendo na TV. O plot é o mesmo de Star Wars, alterando apenas a infinidade de planetas do filme de George Lucas pela definição no planeta Terra após uma guerra contra os robôs. Há um cara mau que tem uma enorme fortaleza e um movimento de resistência tentando detê-lo. O romance de H.G. Wells é na verdade um trabalho especulativo sobre a história do mundo de 1933 a 2106, conhecido por suas previsões estranhamente precisas da Segunda Guerra Mundial - e, literalmente, nenhuma das coisas do romance acontece no filme. McCowen comprou os direitos apenas para que ele pudesse usar um título que as pessoas já conheciam para seu filme - ele já havia escrito o roteiro e não usou nada do livro.





Yor, O Caçador do Futuro (1983)


Esse lixo não pega apenas coisas de Star Wars, mas também de Conan, de Planeta dos Macacos e Flash Gordon. As referências ao filme de George Lucas estão na segunda metade do filme onde se inclui uma organização maligna liderada por um cara vestido de vestes negras que parece saído de um game de Star Wars. Os servos malignos usam máscaras ao estilo Darth Vader e batalhas a laser acontecem. Yor está vivendo em uma terra pós-apocalíptica. Com dinossauros de borracha. Star Wars e dinossauros. É o fim.






Starchaser: The Legend of Orin (1985)

Starchaser conta a história de um jovem fazendeiro que descobre uma espada feita de luz (um sabre de luz , se você quiser) e embarca em uma missão épica para destruir um império do mal espacial com a ajuda de um robô e um criminoso desonesto. É exatamente o mesmo enredo como Star Wars, com algumas diferenças absolutamente terríveis: os heróis pegam uma robô e, por ser irritante demais, amordaçam e mudam sua personalidade furando sondas em sua bunda. Apesar de oferecer uma visão terrível para as fantasias sexuais do autor dessa bomba, Starchaser foi bastante inovador - foi um dos primeiros filmes de animação em 3D, e um dos primeiros a combinar gráficos de computador com animação tradicional desenhada à mão. Felizmente, essas tecnologias foram usadas para fazer filmes que não eram cópias descaradas de Star Wars.





Os trapalhões na Guerra dos Planetas (1978)

Esse não podia ficar de fora. É Brasil, gente! Apesar de sua total incompetência e de ser um grande lixo, o filme é notável por ser uma das primeiras paródias de Star Wars!






Space Mutiny (1988)


Esse veio da África do Sul e trata de um motim dentro de uma nave colônia. Os personagens morrem, apenas para reaparecerem na cena seguinte, os elementos de enredo são editados fora de ordem, e parece que peças-chave de diálogo foram cortadas. Como eles não tinham o dinheiro para efeitos especiais, então eles simplesmente decidiram ir pelo caminho mais fácil e roubar algumas tomadas de efeitos especiais. Eles sabiam também que não podiam roubar diretamente de Star Wars, mas podiam começar roubando de Battlestar Galactica e foi o que fizeram.  





Mercenários das Galáxias (1980)

Battle Beyond The Stars (Mercenários das Galáxias) é um filme dirigido por Jimmy T. Murakami e produzido por Roger Corman. É uma versão do filme The Magnificent Seven que, por sua vez, é uma versão do filme japonês Os Sete Samurais, do diretor Akira Kurosawa, só que no espaço. Tornou-se um cult movie. Foi o filme mais caro de Roger Corman, chegando a US $ 2 milhões, e como resultado, o filme acabou sendo surpreendentemente competente. Tem um enredo muito fino, mas os efeitos especiais parecem realmente bons para um filme de apenas US $ 2 milhões feito na década de 80. Mais importante ainda, o roteiro é realmente compreensível: o ditador Sador (John Saxon) que destruir o pacífico planeta Akir. O jovem fazendeiro Shad (Richard Thomas) é enviado por seu povo em uma nave - que possui um computador falante chamado Nell (Lynn Carlin) - com a missão de recrutar mercenários para defender seu mundo do louco tirano. A direção de arte competente e criativa e o uso dos recursos de efeitos especiais é de ninguém menos que James Cameron e tem a trilha sonora a cargo de James Horner. Uma observação mais atenta e será possível perceber que algumas notas da trilha sonora foram usadas por Horner em Star Trek A ira de Khan. A abertura do filme, com a nave cruzando o espaço, a fotografia azulada e os letreiros em azul seria a marca de Cameron para Aliens O resgate, o que faz de Mercenários da Galáxia a cópia mais competente de Star Wars. Trash de luxo. 





O buraco negro (1979)

Uma nave de exploração encontra outra encalhada perto de um buraco negro e vai investigar, apenas para descobrir que tem um cientista nazista espacial a bordo com robôs maléficos, e a tripulação tem que combatê-los. Enquanto o enredo é mais Jornada nas Estrelas, uma parte da estética foram roubados de Star Wars: os trajes dos robôs, por exemplo, parecem saídos dos integrantes da Estrela da Morte e o vilão é quase um Darth Vader. O buraco negro também se mistura com 2001 Uma odisseia no espaço e o pior é justamente essa indecisão em não saber para que lado apontar. A Disney não sabia o que fazer com o material mas há uma trama interessante dentro dele, que resulta  na qual os personagens são sugados para o buraco negro para descobrir que no interior está o céu com os anjos, e uma visão terrível de fogo do inferno. Uma refilmagem está agendada para acontecer.



quarta-feira, 12 de abril de 2017

Trailer - Detroit - 2017



Katarina Banguelona dirige John Budega em Detroit Guerra ao terror!!! 
Não sei o que comentar, só esperar a superestimação no uoscar.

Trailer - Transformers O ultimo cavaleiro




ESTOU SURDAAAAAAAAAA
meldels que bagunça kkkkkkkkkkkkkkkkkkk 
MICHAEL GAY DESTRUINO O UNIVERSO VEM LEESHOOOO!!! kkkkkkk ADOROOO!!!

Top 10 - 10 filmes que quase tiveram finais diferentes




Extermínio (2002)

No final original, o personagem  Jim (Cillian Murphy) deveria morrer, mas quando sua morte foi rejeitada por audiências em sessões testes como "muito sombrio", a versão do cinema conclui em uma nota muito mais feliz, com Jim se recuperando de sua ferida de tiro em uma casa no campo. Junto com as sobreviventes Selena (Naomie Harris) e Hannah (Megan Burns), ele desdobra uma bandeira com uma palavra, "hello", feita à mão enquanto um piloto finlandês a sobrevoa. Confira como seria o final original:




Rambo (1982)

De acordo com o diretor Todd Ketchoff, o final desolador original fazia sentido. "Sempre concebi a história de Rambo como uma missão suicida", explicou . "A América não o quer, e decide que não o quer". A primeira versão termina com o veterano do Vietnã assombrado dizendo ao ex-comandante Coronel Sam Trautman (Richard Crenna): "Você me fez. Agora você deve me matar". Por um momento, o Coronel Trautman considera colocar uma bala em Rambo, mas não consegue prosseguir. Desesperado para acabar com sua miséria, Rambo agarra a arma e atira. Ketchoff mudou, no entanto, depois que Stallone se perguntou se o ato final de se matar não seria apenas mais uma desgraça mais terrível em um personagem que o público já tinha visto passar pelo inferno. Sob um prazo apertado e um orçamento compacto, ele rapidamente filmou o final que todos conhecemos - e o resto virou história de blockbuster. "Finais infelizes são finais intelectuais, mas finais felizes são finais populares", disse ele. Confira o final original:





Máquina Mortífera 2 (1989)


No final original não filmado de Máquina Mortífera 2, o personagem de Mel Gibson morreria.



Exterminador do futuro A salvação (2009)


Originalmente, Terminator Salvation deveria fechar com John Connor (Christian Bale) realmente morrendo - um contraste gritante com o corte final, que mostrou Marcus Wright (Sam Worthington) dando o seu coração para salvar John. O final original levava as coisas mais longe. Por sugestão da esposa de Connor, Kate (Bryce Dallas Howard), partes de Marcus e Connor são reunidas, ao estilo de Frankenstein, para criar um ser humano cibernético ... e você provavelmente pode deduzir o que acontece a seguir. O Connor misturado com metal mataria todos os personagens principais. Connor se levanta e então há um pequeno piscar de vermelho em seus olhos e ele atira em Kate, ele atira em Kyle, ele atira em todo mundo na sala. Fade to black. Fim do filme.



Alien (1979)


No final do filme, Ripley era morta pela criatura dentro do módulo de fuga que seguia em direção a Terra. O final foi modificado por Ridley Scott depois de uma conversa com o estúdio.



Thelma & Louise (1991)
Esse seria apenas mais forte e gráfica do que a versão final. Em vez de mostrar apenas o carro saltando no abismo na tomada final, o filme continuaria com a cena, mostrando a queda no abismo, os corpos dilacerados e o carro destruído. Os corpos seriam vistos pelo policial Slocumb (Harvey Keitel).




Jurassic Park (1993)

Nos esboços originais do roteiro, o T-Rex perseguia o Dr Grant e as crianças até o helicóptero. 


 




Uma linda mulher (1990)


No final original, Vivian (Julia Roberts) volta à prostituição, mas não por sua própria vontade. Depois de uma discussão acalorada, Edward (Richard Gere) arrasta Vivian, chutando e gritando, de seu carro e atira ela na rua, jogando um envelope de dinheiro em seu caminho. Edward vai embora enquanto Vivian chora na calçada. Os estúdios não concordaram e mais quatro finais foram sugeridos, incluindo o que foi para os cinemas.



 Star Wars: O Retorno de Jedi (1983)

Na versão original de O Retorno de Jedi, Han morre e Luke abandona Leia para viver solitariamente. Parte dessas ideias, rejeitadas por Lucas no original, foram usadas no Episódio VII O despertar da força.



Titanic (1997)

Mais um caso em que a plateia usada para teste influenciou na decisão do final. No momento em que jogaria o colar no mar, o diamante chamado "Coração do Oceano", Rose (Gloria Stuart) é impedida pelos exploradores e por sua neta. Nas exibições, o público rejeitou (amém), optando pelo final que conhecemos. Confira: 


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