sexta-feira, 21 de abril de 2017

A criatura - 1985





Por Jason


Na competição por novas substâncias e técnicas avançadas de produção mineral, duas multinacionais investiram pesado no espaço: a empresa alemã Richter e a americana NTI travavam uma corrida pela supremacia comercial no espaço. Dois pesquisadores da NTI desembarcam em Titã, maior lua de Saturno e descobrem uma estrutura de 200 mil anos, onde há o que parece ser uma cápsula. Ao investigarem, descobrem que há algo vivo dentro dela e enquanto discutem para tirar uma fotografia, eles são atacados por uma criatura.

Mais tarde, a Estação Espacial Concorde da NTI orbitando a lua sofre um acidente envolvendo o impacto de outra nave. Uma equipe é chamada para reivindicar a descoberta arqueológica de origem alienígena encontrada pelos pesquisadores, já que a única pessoa que seria sobrevivente foi também a responsável pelo acidente. Ao pousarem lá, sofrem outro acidente (pois é...) e descobrem que a cápsula foi encontrada em uma espécie de laboratório alienígena. De repente, surge do nada o personagem Hofner, o bizarro Klaus Kinski (tentando tarar a personagem Bryce), da empresa Richter, que explica que encontrou uma coleção de vidas de toda a galáxia, mas algumas dessas espécies não eram amigáveis e, ao tentarem levar uma dessas espécimes, ela matou 21 pessoas da equipe. Enquanto isso, um dos personagens está meio grogue e tendo um pesadelo com a finada Susan pedindo para ser ajudada e, ao correr atrás dela, a encontra pelada e tentando seduzi-lo para matá-lo porque a mulher virou... uma zumbi! Daí em diante, eles terão que matar os zumbis e a criatura se quiserem escapar com vida.

O único problema de Alien O oitavo passageiro, de Ridley Scott, talvez tenha sido o fato de ter gerado inúmeros filhos bastardos e lixos de filmes cada um pior que o outro. A criatura, como todo filme trash, exala pobreza por todos os poros e copia descaradamente o filme de Scott. A segurança Bryce se veste como uma XMEN barata, faz carão como uma Tenente Ripley Made in China e lembra uma Sean Young saída de Blade Runner só que mais pobre. Os cenários aliás são sempre poupados com closes nos rostos dos atores e a fotografia é escura para escondê-los - para se ter uma ideia da precariedade, é possível notar o uso de uma mola de um carro como um acessório imitando uma tubulação. Os crachás da equipe são escritos com piloto, há paredes em que é possível perceber o acabamento porco da pintura, o uso de maquetes e truques de imagens. O monstro, quando surge, nos lembra da época em que Godzilla nada mais era do que o resultado de um homem vestindo uma roupa de borracha mas que ainda assim tinha alguma personalidade e dignidade. Tudo muito fundo de quintal. 

Com doze minutos, a personagem Susan reclama que se sente sufocada e preocupada com a viagem, para depois manter relações sexuais com um parceiro a fim de relaxar. Pecadora como ela, será a primeira a ser pega pela criatura. Assim como em Alien, ao pousar em Titã, a nave sofre um acidente. A própria lua parece uma cópia piorada do satélite do filme de Scott (detalhe: com teias de aranha nas cavernas, mas, apesar de uma personagem questionar o motivo das teias estarem lá, é totalmente ignorada pelos outros). A trilha sonora pega os acordes de Alien e dá uma misturada, para não parecer totalmente um plágio. 

Paredes iluminadas por luzes pequenas piscam, sabe-se lá para quê, e os personagens, que no começo da operação informam que não sabem o motivo de ter a segurança Bryce com eles por se tratar de uma expedição depois empunham armas - mesmo sem habilidade para tal. Bryce some do roteiro, depois reaparece, dizendo que se perdeu, e fica por isso mesmo. É informado que a temperatura da superfície é de pelo menos 140 graus negativos e abaixo dela, de pelo menos 25 graus abaixo de zero, sem falar que a lua não tem atmosfera como na Terra - mas uma das personagens sai da nave ao tentar escapar de Hofner sem o capacete e ainda sobrevive. É notável e involuntariamente cômico que ela, depois de escapar, sugira matar a criatura da mesma forma que ela viu em um filme - e o filme seja O monstro do ártico, de 1951, de quem copia a solução mas não tem o resultado almejado. 

Tudo seria perdoado, se a porcaria não tentasse se levar a sério e virasse uma paródia em vez de um filme Z tedioso. De bom mesmo é o fato de que Kinski normal já é mais aterrorizante que a criatura em si, mas de zumbi ele extrapola todos os limites do ridículo. Amantes do trash não terão do que se queixar.

Cotação: 0/5

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