quinta-feira, 27 de abril de 2017

Sybil - 2007



Por Jason

Nova York, novembro de 1957. Sybil Isabel Dorsett (Tammy Blanchard) foge de uma aula de pintura. Logo, está perdida numa rua sob uma nevasca da Filadélfia sem se lembrar o que aconteceu nem como foi chegar ali. De volta, Sybil demonstra estar sofrendo de Transtorno Dissociativo de Identidade e é encaminhada para uma psiquiatra, a Dra Cornelia (Jessica Lange). À medida que Cornelia investiga, descobre que Sybil passou por situações traumatizantes quando mais nova. Presenciou a morte de um rapaz que gostava, a morte traumática da avó e os abusos da mãe esquizofrênica que gritava e maltratava a menina o tempo todo, abusando inclusive sexualmente e tendo o pai como conivente para todos os abusos. Sybil também apanhava muito e sofria muitas humilhações, criando a ideia de que tudo o que acontecia com ela era porque ela não tinha sido uma boa filha. A situação, claro, ainda traz problemas de convívio social.

Cornelia tenta descobrir quantas personalidades estão se manifestando já que Sybil tem vários blecautes mentais o tempo todo. É informada por uma das personalidades que Sybil possui pelo menos 16 personalidades diferentes. Dessas, algumas acabam sendo as mais comuns, como Peggy Lou e Peggy Ann: ambas com mais ou menos 9 anos, aparentemente originaram-se como uma só personalidade, "Peggy Louisiana" (o nome que a mãe de Sybil queria inicialmente dar à filha). Peggy Lou quebra vidros quando está transtornada e Vic, que segundo ela mesma nasceu em Paris e fala francês fluentemente; Vanessa: uma bela pianista artística, personalidade que foi tomada da mãe que queria ser pianista mas não foi por causa do pai de Sybil. Há ainda Marcia: a personalidade depressiva e suicida e Ruthy, uma criança de 2 ou 3 anos que aprecia desenhos a crayon. Cornelia precisa tratar uma a uma, embora o ceticismo dos outros, incluindo seu colega Dr Atcheson, diga que Sybil está sofrendo de histeria, que Cornelia pode estar sugerindo o surgimento das outras personalidades e a menina atuando e a enganando. Cornelia ainda tem que enfrentar o fato de ser mulher em uma profissão até então machista.

Esse filme feito para a televisão traz a história de Shirley Ardell Mason cuja vida virou obra de ficção no livro Sybil, e dois filmes de mesmo nome foram feitos em 1976, com Sally Field, e este de 2007. Tanto o livro como os filmes utilizaram o nome Sybil Isabel Dorsett para proteger a identidade de Mason, porém, neste remake de 2007 sua identidade original é revelada ao término do filme. Tanto Tammy quanto Jessica possuem boas performances, com a primeira transmitindo toda a piração da personagem e a segunda dispensando apresentações. Outro destaque é Jobeth Williams, que faz o papel da mãe abusiva de Sybil, mais conhecida como a matriarca de Poltergeist (1982). 

A direção é compacta, simples, sem arrombos, e o filme redondo e rápido, afinal trata-se de um filme para TV sustentado pelas performances. O terceiro ato acelera demais e a resolução é ligeira e simplista. Personagens secundários são poucos explorados, como o próprio pai de Sybil, cuja omissão ajudou a piorar a situação da filha. Mas, mesmo pequeno, a produção consegue passar todo o sofrimento de uma pessoa que sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade. 


Cotação: 3/5

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