terça-feira, 25 de abril de 2017

Vítimas do desconhecido - 1984




Por Jason

Também conhecido como Reações Anormais, o filme abre com um estranho terremoto. Depois dele, os habitantes de uma pequena cidade do interior começam a se comportar de maneira bizarra. Quando a mãe de Jennifer (Meg Tilly) tenta o suicídio estourando sua cabeça, ela resolve voltar à cidade para investigar o que aconteceu, acompanhada pelo namorado médico Stuart (Tim Matheson). Aos poucos, tudo na cidade está virando um caos. Os habitantes estão atacando uns aos outros, estão se matando, brigando até a morte, demonstrando seus impulsos mais selvagens e violentos.


O filme não é tão ruim quanto aparenta ser, embora tenha a cara dos anos oitenta e seja um tanto conhecido da tv aberta, tanto na Globo quanto no SBT. Foi dirigido por Graham Baker, mesmo diretor de lixos como A profecia 3 e Beowulf: O Guerreiro das Sombras, versão do poema épico travestida de aventura pós apocalíptica com os fracassados Christopher Lambert e Rhona Mitra. Se a carreira do diretor não decolou por azar, aqui ele mostra alguma competência e faz um filme de temática interessante, mediano, de poucos recursos, sobre uma epidemia que atinge um povoado no meio do nada. O que parecia ser um caso isolado aos poucos vai ganhando proporção de apocalipse e o terror não brota de pirotecnias ou de sustos gratuitos - mas sim da própria reação da humanidade, que desperta aos poucos seu lado obscuro e isso inclui também crianças com instinto perverso dispostas a matar. 

O filme tem pelo menos uma cena memorável - aquela em que o homem quebra os próprios dedos diante de Jennifer. Mas escorrega pelo tratamento leve e é justamente isso que o faz ser mediano - uma mão mais voltada para o terror e gore talvez tivesse transformado o filme em um conjunto mais memorável em vez da escolha de apelar mais para o drama e da relação insossa do casal principal. A sensação que fica também é que de alguma forma, com toda a piração da população, a produção lembra o trash fracassado Fim dos tempos, que prenunciou o fundo do poço do diretor superestimado M. Night Shyamalan.

Em termos de atuação, Meg Tilly seria indicada ao Oscar por Agnes de Deus um ano depois e teria uma trajetória curta no cinema de quinze anos, desde o surgimento no musical Fama, em 1980 até 1995 quando decidiu se afastar do cinema. Se não é o ápice, também não compromete. Meg é irmã de Jennifer Tilly, conhecida pelos filmes do boneco Chucky. Um jovem Bill Paxton faz uma participação pequena, surge mudo e, após uma linha de diálogo, é morto. Tim Matheson nunca prestou e fez sua carreira na televisão - ele é mais lembrado pelo marido traído e enterrado vivo no telefilme Sepultado Vivo, de Frank Darabount com Jennifer Jason Leigh. Cabe um remake. 

O filme está disponível no youtube.


Cotação: 2/5

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