sábado, 6 de maio de 2017

O monstro no armário - 2016






Por Jason


Oscar Madly (Connor Jessup) é um adolescente emocionalmente instável e traumatizado, porém muito criativo que deseja fugir das memórias de sua infância complicada e dolorosa. Quando era pequeno, sua mãe abandonou a família e ele presencia uma agressão homofóbica a um garoto. Agora adolescente, ainda mantém um hamster falante como amigo (Isabella Rossellini). Oscar gosta de fazer maquiagens aterrorizantes e convive sempre com uma amiga, que ele trata de forma indiferente. 

O pai, que era muito ligado a ele quando pequeno, agora parece distante, já que o menino o vê como um fracassado e os dois vivem em conflito. Também não tem uma boa relação com sua mãe, que depois de ser a mãe do ano abandonando a criança, não consegue manter um simples diálogo com ele. Oscar está passando por uma descoberta: ele conhece um colega do trabalho, Wilder (Aliocha Schneider) por quem está apaixonado - e o menino, assim como ele, também é filho de pais separados.

O personagem Oscar mantém o pé no passado, como alguém que não consegue se despedir da infância (ele mantém, além do hamster, uma casa na árvore). Seu gosto por fazer maquiagens bizarras refletem um período fragmentado de sua personalidade, de quando era pequeno e presenciou a agressão. Não consegue se descobrir sexualmente ou sequer se masturbar devido ao trauma e tem um problema em aceitar a frustração. Assim, seu perfil psicológico seria um presente numa produção melhor calibrada, com uma direção afiada e um ator de calibre. Nada porém consegue superar o atolamento de clichês. Quando o rapaz por quem Oscar está interessado surge, haja câmera lenta. Tome trilha sonora techno tagarelando nos ouvidos, que em nada tem a ver com o que se vê na tela - é como se nada casasse com nada. Revoltado com o pai, Oscar fica chapado na festinha particular do rapaz, onde ele conhece outro rapaz que tenta transar com ele mas, devido ao trauma, não consegue se relacionar. 

O filme vai tentando misturar fantasia e realidade para tratar da aceitação de um jovem homossexual, vai tentando construir simbologias (o menino chuta o pai para dentro do armário) e mira na parte mais dolorosa que é a descoberta na adolescência enquanto se sente completamente solitário e não se reconhece em ninguém ao redor -, mas não consegue acertar em nenhum dos lados e essa superficialidade é o que mais incomoda. O elenco é qualquer coisa, a direção é alguma cópia de outros filmes independentes e alternativos de aparência europeia em sua essência e ao final tudo é esquecido poucos minutos depois. Veja se tiver tempo.

Cotação: 1,5/5

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