domingo, 21 de maio de 2017

Você e eu - 2014





Por Jason



É verão em Berlim e Jonas está planejando uma viagem através de uma área pouco conhecida em preparação para um projeto de fotografia. Ele convida seu melhor amigo, Phillip, para vir junto. Eles não se encontravam desde o tempo que passaram juntos em Londres. Então, eles partem através de um território desconhecido, parando sempre que vêem algo que eles gostam, tirando fotos e em geral desfrutando da viagem. 

O fato de Phillip ser gay nunca foi um problema para qualquer um deles, embora exista entre os dois, a todo momento desde quando se encontram, uma tensão sexual incômoda. Mas a situação começa a mudar quando eles dão uma carona para um rapaz chamado Boris, que mostra a Jonas alguns pontos interessantes para que ele faça o trabalho dele, o que desperta ciumes de Phillip, que até então estava vivendo como num sonho com seu amigo. A situação se inverte quando Boris e Phillip parecem despertar alguma atração mútua e os dois acabam se relacionando, o que faz com que Jonas demonstre ciúmes. A amizade dos dois começa a azedar e até o final do verão, as coisas entre Jonas e Phillip nunca mais serão a mesma novamente. 

Os atores se dedicam mas nem todos rendem bem, oscilando entre a naturalidade com que tiram a roupa e a caricatura com que interpretam. A fotografia do filme é fria - mesmo o filme se passando no verão, o tom parece invernal - e algumas paisagens oscilam entre a beleza natural e a falta de capacidade da direção em filmá-las em todo o seu potencial. O filme roda por uma meia hora no mais puro tédio, com um problema sério de monotonia onde nada acontece. O surgimento do personagem Boris mexe um pouco com a trama, mas ele é descartado repentinamente antes que possa pontuar algo digno de nota e antes que o filme possa desenvolver melhor o arco do personagem Jonas e suas reações ao relacionamento do amigo.

Nota-se que o filme tentou deixar uma dúvida com relação a sexualidade de Jonas, nem tão hetero quanto deveria, nem tão homossexual quanto o espectador parece esperar, situação definida abruptamente nos minutos finais. Mas a razão pela qual o filme gira em falso é por não haver nenhum dilema, nenhum problema, nenhuma repressão. Não há conflitos, não há drama, tudo parece solto, superficial demais, como se o filme saísse do nada para chegar a lugar nenhum. 

Cotação: 1/5

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