terça-feira, 20 de junho de 2017

Rastros do Espaço - 1957




Por Jason

De tempos em tempos, a Terra é bombardeada com meteoros, abrindo crateras que são estudadas por cientistas do mundo inteiro que tentam entender muito mais sobre o espaço e sobre a criação do universo. A maioria, porém, cai no mar sem sequer ser visto. Em Rastros do Espaço, porém, um meteorito cai próximo da pequena cidade do sudoeste americano.


Ben (Phil Harvey) para seu carro numa estrada depois de problemas no radiador. Ao colocar água, o líquido cai sobre pedaços do meteorito e ele começa a reagir. Retornando para seu escritório, Ben leva com ele um pedaço das pedras. Um pequeno acidente faz com que água caia sobre o pedaço que ele levou e logo ela começa a mudar de tamanho e a crescer exponencialmente. Dave (Grant Williams), seu parceiro, encontra o local destruído ao chegar e pior, Ben está petrificado. Em seguida, a jovem Barrett (Lola Albright) leva crianças para um passeio da escola no deserto e, obviamente, uma delas tem contato com um pedaço do meteorito. A menina, brincando, deixa a pedra dentro de uma bacia de água.

Na autópsia de Ben é detectado que tudo em seu corpo se fundiu em uma massa sólida, embora o médico não saiba precisar de que ou como. Quando o grupo liga a pedra ao ocorrido, descobrem que a casa da menina foi destruída e está coberta por uma massa de pedras também - ao passo que ela está doente, em estado de choque e transformando-se em pedra. Como se não bastasse, uma tempestade está se aproximando do vale sem que ninguém descubra o motivo pelo qual as pedras se multiplicam e todos precisarão unir forças para que a ameaça seja detida.

Rastros do espaço é uma produção da Universal em preto e branco de 1957 e é mais uma ficção do período rico do gênero da década de 50 e 60. É estranho que ainda o estúdio não tenha desenvolvido um remake, já que 60 anos separam o lançamento desse curioso filme. A curiosidade afinal é que o terror não vem de um monstro espacial ou radioativo mas sim de fragmentos de rochas que se multiplicam tal qual Gremlins. A ameaça, é então, possível de existir e não menos aterrorizante, já que o resultado pode ser uma catástrofe de proporções globais: quanto mais água, mais as pedras se multiplicam dez vezes mais. Como parar algo que não se sabe o que é e que cresce exponencialmente dessa forma?

O filme é curto - menos de uma hora e meia - e tem problemas gritantes de desenvolvimento de personagens, já que tudo acontece rapidamente, razão pela qual pouco o espectador se importa com o que acontece com eles. Sintomas do baixo orçamento permeiam toda a produção, incluindo claro, os efeitos especiais e a falta de uma dimensão maior para o horror vivido pela população - falta escala de desastre para o filme. A explicação para o fenômeno é claro, capenga - a pedra absorve o silício do corpo humano, cuja teoria é a de ser a substância que mantém a flexibilidade dos órgãos, daí a paralisia. Caso não explicasse e permanecesse no mistério, o filme poderia ganhar mais pontos no suspense. Quem sabe em uma bem vinda refilmagem. Vale, no entanto, pela tentativa de fazer algo diferente ao que era comum na época.

Cotação: 2/5

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