terça-feira, 27 de junho de 2017

Uma noite de crime 3 - 2016




Por Jason


Dois dias antes do expurgo anual, onde por 12 horas todos os tipos de assassinatos são liberados sem punição legal e a polícia, bombeiros, hospitais e instituições governamentais são desativados, tumultos acontecem em Washington depois de vazada a informação de que o expurgo está sendo usado para ajudar no controle econômico, cuja população pobre é a que está sendo mais atingida. O detrator dessa medida de Expurgo, Dante Bishop, afirma que a tentativa de legalização do expurgo nada mais é do que uma medida de punição para aqueles que não tem poder econômico para se proteger, além de ajudar a conter os gastos do governo.

A candidata independente ao governo, Charlie Roan vem ganhando nas intenção de votos. Dezoito anos antes, ela testemunhou o assassinato da família e defende o fim do expurgo. A ideia do filme parte de um tom mais politizado do que os outros dois anteriores. As companhias de seguro aumentam as apólices dias antes da noite de crime, visando arrecadar mais e conterem os gastos com prejuízos. A organização do evento anual revoga a proteção para funcionários públicos, numa tentativa de matar Charlie para conter o avanço nas pesquisas. Paralelo a isso, pessoas desembarcam na cidade para alimentar o turismo assassino e o chefe de segurança de Charlie, Leo (Frank Grillo) está tentando de todas as formas protegê-la. 

A noite do Expurgo chega e o filme, que nos minutos iniciais apontava para uma questão menos superficial, desaba, voltando para o foco dos filmes anteriores - as mortes. O roteiro se divide em três focos - além de Charlie e Leo, cuja equipe de segurança previsivelmente vai traí-lo -, do alto do prédio onde tem um pequeno negócio, Joe e seu empregado Marcos defendem o lugar; duas mulheres independentes caminham com uma van pela cidade prestando socorro a quem precisa e o líder Dante. Todos tentando sobreviver a noite, cujos destinos acabarão se cruzando.

O filme custou uma merreca para os padrões de Hollywood - 10 milhões - mas arrecadou dez vezes mais, um sinal de que houve aceitação da série pelo público. Mas a direção parece amadora, o elenco é fraco e sem emoção - a atriz Elizabeth Mitchell como Charlie, mais conhecida da série Lost, parece perdida -, e reviravoltas acontecem sem nenhum pingo de importância. O roteiro fica girando em círculos, com vai e vem de personagens sem nenhum sentido e o filme perde a oportunidade de fazer um contraponto entre a personagem Charlie, branca, rica e loira, como representante da classe mais pobre, negra e marginalizada. 

Perde-se também a oportunidade de criticar o sistema eleitoral americano, capaz de permitir acesso a candidatos com propostas absurdas, e de fazer uma crítica pesada ao fanatismo religioso - não por acaso, o mandante do crime contra a senadora e o candidato rival é um defensor do Expurgo e um reverendo que usa o nome de Deus para pregar em plena noite do evento a esterilização em massa. Não há drama, não há um suspense bem construído ou terror, nem senso de importância com os personagens que ali estão fugindo da barbárie. Há os clichês - como o do herói tirando corajosamente a bala de seu corpo e salvando a mulher em perigo nos últimos momentos. O resultado é esse - como nos outros filmes anteriores, há uma boa ideia, sepultada por uma péssima execução. 

Cotação: 1/5

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