segunda-feira, 3 de julho de 2017

Monstro sobre rodas - 2017






Por Jason

Procurando um jeito de sair de sua cidade e se dar bem fazendo o que gosta, Tripp constrói um Monster Truck, uma caminhonete gigante feita com peças de carros sucateados, mas ela não tem um motor. Certa noite, depois de um acidente provocado por uma empresa que perfura o solo em busca de petróleo, uma estranha criatura foge do poço e busca no caminhão um esconderijo, usando-o como uma carapaça ao passo que Tripp a adapta para que vire um motor. Os dois fogem e levam consigo Meredith, que é apaixonada por Tripp mas ele não dá bola e são perseguidos pela companhia de petróleo que quer destruir a criatura e os outros animais de sua família.

Essa bomba dirigida pelo mesmo diretor de A era do gelo aposta numa comédia adolescente e mais parece uma propaganda gigante do grupo FCA com suas picapes RAM e veículos Jeep, Dodge e Chrysler (além do desfile dos modelos, uma sequência acontece dentro de uma concessionária da marca). Traz a tiracolo o fraco Lucas Till, o canastrão Rob Lowe, e os desperdiçados Amy Ryan, Danny Glover e Jane Levy - essa, a mais atingida, no papel de Meredith. Custou absurdos 125 milhões de dólares da Paramount, provavelmente pagos todos em efeitos especiais da criatura mas acabou como um dos maiores fracassos do ano encalhando em metade do orçamento nas bilheterias e que foi o estopim para a demissão de um dos chefões do estúdio. 

A criatura, aliás, parece uma mistura de lesma com baleia e polvo, cheia de tentáculos e olhos vermelhos de quem fumou muita maconha, o que não ajuda muito na identificação com o público. Não há mistério em suas formas, que são entregues rapidamente com menos de vinte minutos de filme. O filme é tosco, as piadas não funcionam, as situações absurdas e o roteiro está cheio de buracos, como o fato do personagem policial aprender a dirigir uma caçamba monstruosa de mineração em questão de segundos. Tudo seria relevado se o humor do filme funcionasse ou se o filme despertasse empatia, encontrando o público infantil pelo menos, o que não ocorreu. O mérito por nada funcionar é também do seu roteirista, responsável por Jurassic World e de Kong A ilha da caveira e creditado para o próximo Star Wars. Ao final, quando a estranha criatura volta para o fundo do poço, fica a sensação de que era lá que o filme deveria ter sido jogado para nunca mais voltar.

Cotação: 0/5

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