segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O substituto - 2011




Por Jason


O elenco de O substituto tem muitos nomes conhecidos, começando por Adrien Brody e passando por Lucy Liu, Christina Hendricks, Bryan Cranston, Tim Blake Nelson, a oscarizada Marcia Gay Harden até James Caan.

No filme, Adrien é o professor Barth, que é chamado para substituir outro em uma escola cheia de alunos problemáticos dirigida pessimamente por Carol (Marcia Gay Harden). O trabalho é de apenas um mês e sua tarefa segundo a diretora é explicar o que está no currículo e elevar o nível dos alunos abaixo da média. Barth é hostilizado logo quando chega, assim como todos os outros professores da escola, mas não se deixa abalar. Os problemas são maiores em sua vida pessoal: aos sete anos, sua mãe se matou e Barth tem uma vida infeliz e solitária, com um avô doente que é um fardo na vida dele, uma casa pequena sem muito conforto, stress, desânimo, falta de apetite sexual e de perspectiva de futuro. Não consegue se envolver com ninguém, e mais ainda, se sente desconectado de tudo. Para completar, uma prostituta surge em sua vida depois de satisfazer um velho no metrô e não receber dinheiro por isso. Barth a leva para cuidar dela em sua casa, mas a menina começa a usar a casa para se prostituir e ele precisa se livrar dela antes que ela vire mais um problema em sua vida. 

Para além da tristeza de ver Adrien Brody, um ator altamente capaz cuja carreira naufragou, o filme procura mostrar a ruína em que se encontra o sistema público de ensino norte americano, cuja ineficiência parte de diretores incompetentes e chega ao absurdo de um novo curso para aumentar a média da escola porque com seus alunos abaixo da média haverá maior desvalorização na revenda de imóveis da vizinhança. Os professores estão sempre estressados, vivendo no limite, com problemas psicológicos, tentando salvar o que parece sem salvação, e o sistema educacional é incapaz de dar suporte a eles. O resultado é que os profissionais levam suas frustrações para suas vidas pessoais e para o trabalho num ciclo interminável. 

O filme, dirigido pelo mesmo realizado de A outra história americana, é tedioso, arrastado, mal amarrado e superficial. Tem cara de supercine, como que se fosse feito para a televisão e a montagem é uma bagunça. Gente aparece, arcos surgem, mas desaparecem da mesma forma repentina - como o de uma de suas alunas que é invisível aos olhos dos outros, que gosta de pintar e fotografar, é insultada constantemente por seu pai e sofre de transtorno de ansiedade, está depressiva e acaba se matando. Isso passa batido durante o filme, de maneira que quando o suicídio acontece não há choque e sim total apatia do espectador. Com relação aos outros professores, pouco ou nada é aprofundado - e todo mundo flutua na trama o tempo todo. A trilha sonora incide desnecessariamente em quase todas as cenas no melhor estilo novela das oito e quando o filme acaba, nada traduz melhor o significado do título original no espectador: uma total indiferença.

Cotação: 1/5 
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